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Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo

Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo

Béatrice Millêtre


Você tem ótimas idéias e pensa rápido, mas não realiza seus projetos, tem problemas na escola e no trabalho e se sente isolado? Então, este é o livro certo para você.     


Psicologia | ISBN: 978-85-99537-12-1

Formato: 14 X 21 cm | 176 páginas | 1ª Edição | R$ 24,90

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"Em 1981, Roger W. Sperry recebeu o Nobel por descobrir a existência de dois modos de funcionamento cerebral: um, analítico e seqüencial, comandado pelo lóbulo esquerdo e presente em cerca de 70% das pessoas; outro, intuitivo e global, dirigido pelo lóbulo direito. A descoberta, contudo, não mudou os métodos de ensino e trabalho e em geral é ignorada pelos psicólogos. Béatrice Millêtre, porém, percebeu que metade de seus pacientes sofre apenas por, sem saber disso, fazer parte da minoria que pensa de um modo saudável e muito eficaz, mas diferente do esperado. Em linguagem simples, descreve esse funcionamento e os obstáculos que impõe à vida prática e mostra como driblá-los."
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          "Doutora em psicologia, especialista em ciências cognitivas e funcionamento cerebral e diplomada em neurociências, Béatrice Millêtre é psicoterapeuta e professora nas universidades de Paris V e Bordeaux 2. Membro da Association Française de Thérapies Comportamentales et Cognitives, da  Association Française des Troubles Anxieux e da Fédération Française de Psychothérapie, fundadora e diretora do Grupo de Francófono de Intercâmbio sobre a Prática das Terapias Cognitivo-comportamentais, trabalhou em colaboração com vários centros hospitalares universitários e participa regularmente de congressos.


Sumário



Introdução............................................................................................................1


PRIMEIRA PARTE - QUEM SOU EU? ........................................................5
        
         I - Sou freqüentemente tomado por evidências.............................................11
...que não posso explicar:: – 11
...que me custa detalhar:: – 12
...mas que, a posteriori, muitas vezes se mostram verdadeiras :: 13
...e me dão a impressão de ter sempre razão :: 14

        II - Tenho a vaga sensação de que algo não vai bem .....................................17
Não sei o que me incomoda :: 17
Não sei se sou inteligente ou estúpido :: 18
Às vezes, acho que posso fazer tudo :: 20
E, entretanto, não faço nada :: 20
Às vezes, tenho a impressão de perder tempo :: 22
Não sou contra nem a favor: geralmente “eu não sei” :: 22


        III – Sou solitário entre as pessoas...................................................................25
Acho que nunca fui inteiramente compreendido :: 25
Gosto de ficar só :: 26
...mas tenho necessidade dos outros :: 27
...que, às vezes (com freqüência), me irritam... :: 27
...e com os quais, às vezes, tenho problemas de comunicação :: 28
...e que gostam de minha companhia :: 30

IV – No trabalho ..............................................................................................33
Tenho dificuldade de fazer um plano :: 33
Tenho a impressão de me dispersar o tempo todo :: 35
Não sei estruturar minhas idéias :: 37
Não sei analisar :: 37


SEGUNDA PARTE - DOIS PLANETAS COABITAM...............................41

V – O que é o raciocínio global?.....................................................................47
Uma visão em paralelo dos elementos do problema :: 48
...com uma linha de raciocínio para cada elemento :: 48
Diversas teias de raciocínio simultaneamente :: 49
...sem precisar refletir :: 50

VI – Isso implica..............................................................................................53
Uma grande sensibilidade das percepções :: 53
...uma percepção dos detalhes :: 55
...e uma grande rapidez de pensamento :: 56

VII – Um pouco de neurofisiologia..............................................................57
Um raciocínio sob o controle do hemisfério direito :: 57
Um influxo nervoso mais rápido :: 59

VIII – As conseqüências................................................................................61
A Intuição :: 61
A necessidade de ter diversos projetos ou idéias ao mesmo tempo :: 62
A criatividade e a imaginação :: 64
A curiosidade :: 64
Um gosto pela complexidade :: 65
A necessidade de ter uma visão de conjunto, de compreender :: 66
Idéias, por vezes, incompreensíveis :: 67
Idéias novas, que fazem de você um precursor :: 68
Numerosos projetos irrealizados, inacabados ou por começar :: 68
...com a certeza de ter potencial para realizá-los :: 69
O medo da incompreensão dos outros :: 70
A sensação de ser deixado “de fora” :: 71
A falta de confiança em si mesmo :: 71
E a “maquininha” que nunca pára :: 72


         TERCEIRA PARTE / LIBERANDO MEU POTENCIAL.....................75

IX – Organizo meu pensamento................................................................79
Já não me perco num labirinto de conhecimentos :: 79
Limito-me a meu assunto :: 80
Adio a busca por respostas para as inúmeras perguntas que me ocorrem :: 81

X  – Estruturo meu raciocínio...................................................................83
Dou prioridade a meu projeto :: 83
Alimento meu cérebro deliberadamente :: 84
Ligo as antenas para recuperar todos os elementos :: 84
Passivamente, deixo acontecer :: 85
Meu pensamento é como um rumor ao fundo :: 86
Espero que amadureça :: 86
Chegado o momento, escrevo sem refletir :: 88
Aprendo a parar :: 89
Mantenho meu objetivo presente :: 91

XI – Tenho necessidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo......93
Essa é a base de meu funcionamento :: 93
É o que me torna mais eficiente :: 94
Tenho diversas coisas, idéias ou projetos :: 94
...que não deixo me invadirem :: 95

XII – Encontro minha voz entre meus inúmeros projetos...................97
Preparo uma lista de todos meus projetos :: 95
Classifico-os como profissionais e “de lazer” :: 98
Identifico o projeto ou os projetos pertinentes neste momento e construo um novo projeto :: 99
Aceito que alguns projetos jamais se realizem :: 101
...que outros sejam apenas lazer :: 102
...e que outros, enfim, só mais tarde serão realizáveis :: 102

XIII – Entro na lógica dos outros..........................................................105
Os planos :: 105
Os planejamentos e os prazos :: 107
As fichas e os resumos :: 108
Para ter êxito numa prova :: 110

XIV Apresento minhas idéias................................................................115
Idéias, muitas vezes, avançadas :: 115
Compreendo o funcionamento dos outros :: 116
Pedem-me que justifique minhas conclusões :: 117
Faço o raciocínio ao contrário :: 118
Procuro as vantagens e os trunfos :: 118
Explico a meu interlocutor, colocando-me em seu lugar :: 119
Evito atitudes que seriam interpretadas como negativas :: 120

XV – Cresço no trabalho.......................................................................123
De qualquer maneira, mesmo sem eu notar, minha personalidade se exprime :: 123
Meu chefe é uma nulidade e não compreende nada :: 125
Mantenho meu chefe a par do andamento de meu trabalho :: 127
Eu me valorizo :: 129

         XVI – Levo os outros em consideração................................................133
Eu os compreendo :: 133
Eu os considero pelo que podem me acrescentar :: 134
Os lugares-comuns não correspondem a mim :: 136
Paro de me comparar aos outros :: 137

XVII – Eu me motivo............................................................................139
Procuro uma visão global :: 139
Reproduzo o estado de espírito que tenho quando estou motivado :: 140
Torno complexas as coisas demasiadamente simples :: 141

XVIII – Confio em mim.......................................................................145
Sigo meu instinto, minha primeira idéia, minha intuição :: 145
Não me esforço para raciocinar :: 146
Tenho o código de leitura do contexto :: 146

Conclusão – E agora? ..........................................................................149
 
As características das pessoas de raciocínio global................................155

Para saber mais....................................................................................159
Em livros e revistas :: 161

Na internet :: 162

Agradecimentos....................................................................................163








 

BÉATRICE MILLÊTRE

PEQUENO GUIA PARA PESSOAS INTELIGENTES QUE NÃO ESTÃO DANDO CERTO

Você tem a sensação de que tudo corre errado com você, sente-se mal porque não age como a maioria das pessoas e, o pior, encara isso de uma maneira sempre negativa. Suas atitudes são um capítulo à parte e você acha que nunca vão ter um final feliz? Calma! Você não é anormal, tolo ou fracassado; é diferente. Seu cérebro é fisiologicamente estruturado para pensar e agir predominantemente com o lado direito. Este é o diagnóstico da psicoterapeuta francesa Béatrice Millêtre, que reuniu a experiência com pacientes “cerebralmente destros” no livro Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo (do original, Petit Guide à l’usage des gens intelligents qui ne se trouvent pas trés doués), que chega ao Brasil pela Editora Guarda-chuva.

Descrever o funcionamento deste tipo de cérebro, bem como compará-lo ao cérebro cujo predomínio de pensamento se dá pelo lado esquerdo, é um dos objetivos da obra, que propõe ainda hábitos para aumentar o rendimento das pessoas de “cérebro destro” e permitir que elas sejam felizes no trabalho, na escola, em suas vidas.

O Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo baseia-se nas descobertas científicas do neurofisiologista Roger W. Sperry. No consultório, Béatrice pôde atestar exatamente aquilo o que constata o estudo de Sperry: 70% da população pensam mais com o lóbulo esquerdo do cérebro e têm uma linha de pensamento mais analítica e seqüencial, em contraposição aos 30% mais intuitivos, hipersensíveis, de pensamento global.

A autora revive situações do cotidiano de seus pacientes, ao mesmo tempo em que dá as bases de descobertas científicas sobre o tema, a fim de que o leitor entenda o que são estes tais raciocínios seqüencial e global. E a leitura flui como se fosse, ou não, possível vestir a carapuça. Uma das maiores contribuições de Béatrice é mostrar que esses dois planetas não coexistem, mas coabitam e que por serem complementares acabam se tornando mais eficazes.

Com as considerações do Pequeno guia será mais fácil, inclusive, se expor ao chefe de modo a tirar o melhor proveito do seu funcionamento particular e contribuir, por exemplo, para projetos socialmente sustentáveis no interior das corporações. É um dos caminhos, também, para evitar as comparações entre crianças e adultos tidos como normais e aqueles que são, como diz Béatrice, diferentes no modus operandi de suas vidas particular e profissional.

Ao longo de 18 capítulos, o leitor será testado a se colocar no lugar dos exemplos dados e, na parte final da obra, encontrará uma lista de características que permite identificar pessoas cujo predomínio é do raciocínio global.  Você é uma delas?

Segundo a autora, a diferença não se coloca em termos de funcionamento mental, ela situa-se, antes, num nível fisiológico. “Dito de outra maneira: é impossível para uma pessoa com determinado tipo de raciocínio funcionar de um modo diferente. Isso equivaleria a trocar um hemisfério pelo outro. Se você raciocina globalmente, não pode fazê-lo seqüencialmente”, explica.

Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo ensina a estruturar pensamentos em prol da canalização dos mesmos em direções positivas e construtivas. Afinal, não se aceitar – ou melhor, não entender a própria constituição - é também ter de conviver com eternas frustrações que acabam por calar as idéias, os desejos e os sonhos que alimentam a vida de todos nós.



BREVE PERFIL DA AUTORA
Béatrice Millêtre é doutora em psicologia, especialista em ciências cognitivas e psicoterapeuta. Ministra aulas nas universidades de Paris V e Bordeaux 2. É autora de dois livros na França: Bien vivre son homosexualité; J’éveille mon bebé; e três publicados pela Editions Gründ: J’éveille mon bebé 3 à 6 mois; J’éveille mon bebé 6 à 9 mois; J’éveille mon bebé 9 à 12 meses. Fundou o Grupo de Francófono de Intercâmbio sobre a Prática das Terapias Cognitivo-comportamentais e é membro da  Association Française de Thérapies Comportementales et Cognitives, da  Association Française des Troubles Anxieux e da Fédération française de psychothérapie.
 

PEQUENO GUIA PARA PESSOAS INTELIGENTES QUE NÃO ESTÃO DANDO CERTO – Béatrice Millêtre
Editora Guarda-chuva
Tradução: Victoria Davies
Págs: 176
Preço: R$ 24,90
Formato: 14x21 cm




ENTREVISTA – BÉATRICE MILLÊTRE


A psicóloga francesa, especialista em ciências cognitivas Béatrice Millêtre transformou em livro estudos sobre a predominância do lado direito do cérebro. O Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo chega ao Brasil, primeiro país a publicar a obra depois do original na França, para colaborar na adaptação de sujeitos cerebralmente destros na escola, no ambiente social e no interior das corporações. Publicou também os livros Bien vivre son homosexualité; J’éveille mon bebé; e outros três títulos pela Editions Gründ: J’éveille mon bebé 3 à 6 mois; J’éveille mon bebé 6 à 9 mois; J’éveille mon bebé 9 à 12 meses. Béatrice é também membro da Association Française de Thérapies Comportementales et Cognitives, da  Association Française des Troubles Anxieux e da Fédération française de psychothérapie; fundou e dirige o Grupo de Francófono de Intercâmbio sobre a Prática das Terapias Cognitivo-comportamentais e participa regularmente de congressos. Na internet, tem o vídeo http://tempsreel.nouvelobs.com/videos/index.php?id_video=2943, no qual é possível conhecer o que a levou a estudar o lado direito do cérebro.

A senhora aponta diversas características e situações que ajudam o leitor a se identificar, ou não, enquanto “pensador global”. No consultório, o diagnóstico é baseado no mesmo tipo de análise? Há algum aparelho capaz de apontar tais características a partir, por exemplo, de ondas cerebrais? O que há de novo no método que a senhora utiliza?
A distinção entre “direitos” e “esquerdos” é feita segundo a base das características funcionais de cada um dos dois hemisférios cerebrais. Basta relacionar essas características para ter a resposta. Efetivamente, em tese, seria possível visualizá-lo por IRM funcional, mas a realização e depuração das imagens é mais complexa.
 
Sabemos que há, em nível mundial, estudos e propostas para desenvolver o lado direito. Embora esta não seja uma das propostas do seu livro, poderíamos pensar um pouco sobre a validade dessas propostas?
Os estudos dizem respeito às características do sujeito “viso-espacial”.

Sabemos que algumas terapias, alguns métodos e até mesmo workshops têm como objetivo desenvolver o lado direito do cérebro para tornar as pessoas mais criativas. A senhora acredita que tais métodos são realmente eficazes ? No que, de fato, consistem ?
 É disso que trata o livro de Dan Pink: “O homem de dois cérebros”, escrito para “esquerdos”.  Para ele, o mundo de amanhã será dos “direitos”, e é importante que os “esquerdos” também possam ser eficazes nesse mundo tirando partido das características do hemisfério direito. Eu, de minha parte, acredito que a colaboração entre os “esquerdos” e os “direitos” dá excelentes resultados e que não é realmente necessário ir contra a sua natureza. No entanto, tirar o melhor de si, sim, é importante, assim como aprender a conviver.

Algumas vezes, o lado direito do cérebro foi associado ao sexo feminino. Esta idéia ainda é válida? Há outros aspectos demográficos a serem considerados?
Não tenho estudos precisos sobre essa questão. Parece que se pode também falar de aspectos culturais: os asiáticos tenderiam a ser “direitos”, mas Lucien Israel pode fornecer mais base para falarmos sobre isto.

A senhora chamou atenção para o fato de, apesar das descobertas de Sperry, as escolas não se esforçarem para se adequar a realidade dos cérebros destros, especificamente. Quais tipos de práticas poderiam ou deveriam ser introduzidos na escola em prol dos “direitos”? De que maneira a escola poderia ajudar na não discriminação? Há alguma experiência neste sentido?
É simplesmente a “lei da maioria”, ou a pressão social. Na escola – eu vejo isso diariamente no meu consultório com crianças em fracasso escolar e seus pais ou com estudantes que não conseguem mais acabar seus cursos – bastaria aceitar o fato de que há diferentes maneiras de aprender e de trabalhar, ter consciência delas e permitir que seja assim. Alguns educadores fazem isso espontaneamente.

Em Pequeno Guia, a senhora nos apresenta pacientes que são “destros” e que sofrem de distúrbios psicológicos. Há ligação entre essas duas características, ou seja, pessoas com o lado direito do cérebro mais desenvolvido, e sem compreensão disto, podem desenvolver algum problema?
Claro. A primeira conseqüência é a falta de confiança em si mesmo e nos outros. Com a ajuda de diagnósticos errados feitos por alguns médicos: hiperatividade, ciclotimia, PMD, personalidade limite, por exemplo.

A hiperestesia que caracteriza os “destros” pode ser prejudicial, em algum sentido, para essas pessoas? 
Sim, não sentir mais emoção nenhuma, nada, e isolar-se do mundo.